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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Infraestrutura viária inadequada acarreta aumento nos custos e prejuízo de mais de R$ 10 bilhões

Estudos estimam que a baixa qualidade das rodovias pode quase dobrar os custos operacionais do transporte rodoviário de cargas e acarretar um acréscimo de 91,5% de despesas. Assim, em média, o transportador brasileiro tem seu custo operacional aumentado em 27,0% em decorrência, apenas, das inadequações relacionadas ao Pavimento. Assim, em média, o país gasta mais de um quarto do que deveria para transportar suas


Além de tornar o custo do transporte mais elevado, a infraestrutura rodoviária brasileira tem características que comprometem significativamente a segurança dos usuários. Na Pesquisa de 2017, foram identificados 8.198 km de rodovias onde inexistia pintura da faixa central e 14.471 km sem faixas laterais. Além disso, em 49,6% da extensão onde há presença de curvas perigosas, não foi verificada a presença de placas ou defensas.

Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que, em 2016, ocorreram 96.362 acidentes nas rodovias federais policiadas. Em 5,6% desses, ou seja, em 5.355 ocorrências, foi registrada, no mínimo, uma vítima fatal. Ao todo, foram registradas 6.398 mortes. Já os acidentes com feridos totalizaram 54.872 casos (56,9%), totalizando 86.672pessoas feridas39.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), desenvolveu estudo que estimou os custos da perda de vidas, dos danos materiais dos veículos e da perda de cargas. A CNT atualizou o estudo, com base no número de acidentes registrados, em 2016, e na inflação do período, e o resultado foi um prejuízo de R$ 10,88 bilhões. Desse total, 37,5%, ou seja, R$ 4,07 bilhões foram perdidos em acidentes com vítimas fatais.


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

A religião e o carnaval

Qual deve seR a atitude ou postura do cristão Católico diante do carnaval (que é considerada, por muitos, uma festa pagã)? É a festa da carne? Alegria do povo? Que seja... Mas que acima de tudo tenhamos discernimento do que nos convêm ou não. 


O cristão pode participar das festas do carnaval? Muitos o perguntam, todos os anos, e há muita confusão a respeito do assunto. A dificuldade está no fato de que a Igreja não tem prescrição formal a respeito, ao menos não há um documento que trate textualmente do carnaval propriamente dito. Ou será que a realidade não é bem essa?


Antes de tudo, precisamos reconhecer que existem festejos e grupos carnavalescos, principalmente em cidades interioranas e em Estados fora do eixo Rio-São Paulo, que comemoram o carnaval de maneira tranquila e saudável, e não é impossível encontrar ambientes onde se toque música decente e se encontrem pessoas que querem apenas descontrair, sem necessariamente cair nos abusos. Claro que não há pecado em se reunir com amigos e festejar o feriado, ou mesmo em procurar algum clube familiar para se divertir um pouco.

Sobre a origem do Carnaval

Alguns imaginam que o carnaval tem origem brasileira, mas a festa existe desde a Antiguidade. De fato, não se conhece ao certo a origem do carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente é uma festa popular coletiva, transmitida através dos séculos como herança de antiquíssimas festas pagãs realizadas entre 17 de dezembro (Saturnais – em honra a deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de fevereiro (Lupercais – em honra a deus Pã, na Roma Antiga).


Dentre os pesquisadores, correntes diversas adotam prováveis origens diferentes. Há os que defendem que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. Em certos rituais agrários da Antiguidade (10.000 aC), homens e mulheres pintavam rostos e corpos e entregavam-se à dança, festa e embriaguez. Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito em honra à deusa Ísis (2.000 aC).

O carnaval pagão começa quando Pisistrato oficializa o culto ao deus Dionísio na Grécia, no século VII aC. O primeiro foco de grande concentração carnavalesca de que se conhecem fontes seguras acontecia no Egito: era dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre os séculos VII e VI dC. Nessa época, sexo e embriaguez já se faziam presentes na festa. Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, daí, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles.

No início da Era Cristã, a Igreja deu uma nova orientação às festividades do carnaval. Ao contrário do que se diz, o catolicismo não "adotou" o carnaval, mas deu à festa popular um novo sentido, já que ela foi anexada ao calendário religioso antecedendo a Quaresma. A festa agora terminava em penitência, na Quarta-feira de Cinzas.

Entretanto, como se vê, lamentavelmente, apesar de a Igreja ter sempre tentado dar um novo sentido à festa da carne, não obteve nisso um grande sucesso. Se formos comparar o que ocorre hoje com as festas que ocorriam na antiguidade pagã, não veremos grandes diferenças. Orgias, embriaguez, brigas, violência... Excessos de todo tipo, enfim.

Como cristãos, somos sempre chamados a santidade, e o sentido original da palavra santo é "outro" ou "separado". Santo é aquilo/aquele que está separado do impuro ou do profano para o serviço de Deus. Não podemos, em situação alguma, fazer parte de algo que está em oposição a Deus.

Sempre é oportuno lembrar o que diz S. Paulo Apóstolo:
Não podeis beber ao mesmo tempo o Cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da Mesa do Senhor e da mesa dos demônios." (1Cor 10,19-22)
Fonte: http://www.ofielcatolico.com.br/2001/03/a-igreja-e-o-carnaval-o-cristao-pode.html

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

XIX Carnajeep

Alegria  e pessoas de bem com a vida não faltaram na última edição do Carnajeep, que aconteceu no último sábado.


A já tradicional abertura do carnaval dos jeepeiros da região, organizado por Zé Bofinho e Elza Palmeira, este ano homenageou o fundador desse evento: Dr. Rubens (Rubinho).


Mesmo fazendo um bate/volta (Frol-Atafona-Grussaí-Farol), valeu muito a pena participar desde evento familiar, rever e estar com amigos que curtem o mesmo hobby.



Após concentração em Atafona e role por aquelas redondezas, os anfitriões, como sempre, receberam a todos com aqueles sorrisões, boa e farta comida, bebida, boa música, muito  amor e alto astral. Confira as fotos.


Quem não foi perdeu! E aqueles que nunca foram, se preparem para o próximo ano, porque é muito show de bola.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Passeio em Maria da Rosa

No final da tarde, ou melhor, no início da noite do último sábado saímos em três carros para dar um rolezinho próximo a ponte maria da Rosa, no Farol.



Sabe como é, jeepeiro que é jeepeiro sempre sente uma vontade incontrolável de viver um pequena aventura, e assim lá fomos nós...



Loucura para uns, mas um escape e tanto após uma semana de muito trabalho.



Que Deus permita que eu possa fazer as coisas simples que amo, com aqueles que gostam.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Encontro de Jipeiros de Farol de São Thomé

O Jeep Clube de Campos promoveu mais um evento de sucesso na praia campista, oportunidade de reencontrar e fazer novos amigos.


O evento teve início na noite de sexta-feira (19), com recepção daqueles que foram prestigiar o evento. Exposição das máquinas 4X4, bom papo e churrasquinho foram os ingredientes da noite que se adentrou pela madrugada.


No sábado pela manhã nos concentramos para um passeio que percorreu a orla da praia, seguindo em off Road até o lado campista de Barra do Furado.  Aventura rápida, porém gostosa e com direito à pausa para banho nas águas quentes daquele balneário, agradando as diversas gerações que participaram do passeio. Clique aqui e veja mais fotos



Retornando do passeio, mais uma vez, foi feito jus ao nome do evento: “Encontro de Jeepeiros”.  A galera de diversos grupos e regiões que vieram prestigiar o evento, ficou reunida em um ambiente onde reinou  a alegria e muita harmonia, por diversas horas.




No domingo, o ritmo foi mais lento, muita gente cansada, mais alguns guerreiros tiveram fôlego para perpetuar o evento.



Enfim, saldo prá lá de positivo. Valeu e marcou mais um verão do Farol. Que possamos manter este encontro e transformá-lo em uma tradição. 

sábado, 20 de janeiro de 2018

Final Rally Dakar 2018: dupla de brasileiros conquista o 1º lugar

Carlos Sainz e Ignacio Casale triunfam o bicampeonato nas categorias carro e quadriciclo, enquanto Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin levam o troféu de ouro na modalidade SxS.


Os competidores cruzaram a linha de chegada na 40ª edição do Rally Dakar, pondo ao fim uma das corridas de rali mais difíceis do planeta. Na rodada final ao redor de Córdoba, na Argentina, os pilotos tiveram que cruzar muitos rios numa galopada de 120 km finais em terreno acidentado. O resultado foi impressionante.

SxS

Carregando a bandeira verde e amarela no pódio, a dupla Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin levou o primeiro lugar na categoria mais recente do campeonato, a SxS. Com um tempo total de 72 h 44m e 06s- eles ficaram a quase uma hora à frente dos segundos colocados, a dupla Patrice Garrouste (França) e Steven Griener (Suíça).


Reinaldo Varela / Gustavo Gugelmin (Can-Am Maverick X3)


DAKAR RALLY
✔@dakar
3:21 PM - Jan 20, 2018
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Antigamente conhecida como UTV, a recém-rebatizada categoria de SxS é composta por veículos utilitários multitarefas - algo entre um carro e um quadriciclo. "É como se fosse um quadriciclo, tem a mesma sensação de liberdade, do vento na cara, só que com a sensibilidade, a segurança e o prazer de pilotar um carro”, explica o atual campeão Reinaldo Varela.
Carros

A competição foi feroz na categoria de carros: lar do WRC Rally Argentina, Córdoba já devia estar acostumada com o campeão Carlos Sainz. O espanhol entrou modesto para o jogo de hoje, arriscando-se pouco. Um nono lugar foi o suficiente para que eles completasse seu caminho em direção à vitória. Por haver saído prematuramente nas últimas três competições do Dakar por conta de acidentes, Sainz não poderia estar mais feliz ao ter entregue à sua Equipe Peugeot-Total a terceira vitória consecutiva do time.

Nasser Al-Attiyah fica com o segundo lugar no Rally Dakar 2018
© ERIC VARGIOLU / DPPI / RED BULL CONTENT POOL

Mas com dois lugares no pódio ainda a serem decididos, os jogadores entraram com tudo para ganhar, onde, no final, menos de um minuto separou as três primeiras posições desta etapa na linha de chegada. A vitória ficou com o campeão de 2009, o sul-africano Giniel de Villiers(Toyota), à frente do antigo campeão, o francês Stéphane Peterhansel(Peugeot) e o bicampeão catariano Nasser Al-Attiyah (Toyota). Isto fez com que o segundo e terceiro lugar na classificação geral pertencesse à Equipe Toyota Gazoo Racing.

Peterhansel a um passo do pódio
© FLAVIEN DUHAMEL / RED BULL CONTENT POOL

"Eu estou tão, tão feliz, depois de quatro anos ao juntar a minha força com a da Peugeot para construirmos um carro dual drive vencedor, nós conseguimos. Eles já tinham vencido duas vezes, mas eu acho que merecia esta vitória porque nos empenhamos muito com este carro. Eu tive altos e baixos, mas eu sempre tentei dar o meu melhor. Especialmente neste rali, que foi muito, muito difícil. No começo eu disse que ia pegar mais leve, mas a Peugeot me disse para ir com tudo, com pneu furado. Eu corri nos primeiros dias e realmente me esforcei, mas esta corrida também não permitia que cometêssemos erros. Eu não sei se estarei de volta no ano que vem. Agora eu quero aproveitar esta vitória, ir para casa, falar com a minha mulher, com a minha família e depois veremos. E também, a Peugeot não estará aqui ano que vem, então vamos ver".
Carlos Sainz

Classificação geral - Carros - Etapa 14
1. G. De Villiers (Toyota) 01:26:29
2. S. Peterhansel (Peugeot) às 00:00:40
3. N. Al-Attiyah (Toyota) às 00:00:43
9. C. Sainz (Peugeot) para 00:03:19

Motocicletas

Após Toby Price em 2016 e Sam Sunderland em 2017, neste ano tivemos outro novo vencedor na categoria motocicleta do Rally Dakar. O piloto da equipe Red Bull KTM Factory Team, Matthias Walkner, tornou-se o primeiro austríaco a vencer um Dakar. Depois de uma lesão grave em 2016 e um segundo lugar em 2017, nada mais justo do que a vitória neste ano para o austríaco que comandou seu caminho impecavelmente, desde o início da competição. Para a equipe KTM, trata-se de uma impressionante marca de 17 vitórias consecutivas no campeonato.

Toby Price ficou satisfeito com sua terceira colocação no Rally Dakar 2018
© FLAVIEN DUHAMEL / RED BULL CONTENT POOL

"É realmente muito, muito incrível. Eu nunca pensei que realmente poderia ganhar. 
O objetivo era me manter no pódio, mas foi por pouco neste ano e o décimo dia foi um dia-chave. Talvez a sorte estivesse do meu lado desta vez, mas é realmente um sonho se tornando realidade.
 Foi um Dakar muito louco. O nível de pilotagem foi muito alto. 
Havia outras cinco pessoas que poderiam ter ganho, mas parece que eu fui o sortudo. 
Eu com certeza tive um pouco de sorte. Eu acho que é preciso ter um pouco de sorte no Dakar. 
Às vezes você a tem e às vezes você não a tem. Desta vez eu tinha a sorte ao meu lado. 
Em 2016, após uma lesão grave, muita coisa mudou para mim. 
É tão legal estar de volta aqui".
Matthias Walkner

Na rodada final, Kevin Benavides (Honda) esteve sob a pressão do imparável Toby Price (KTM), mas o argentino conseguiu ir fundo e angariar a vitória da rodada, além de um segundo lugar nas classificações gerais. Benavides se mostrou um competidor e tanto, até mesmo liderando a classificação geral em certo ponto da competição, hoje um dos mais bem cotados para a vitória do Dakar 2019.

Após retornar de uma super lesão em 2017, o terceiro lugar ficou para o australiano Toby Price, seguido pela estrela do enduro, Antoine Meo (KTM) na quarta colocação.

"Eu fico muito contente em terminar este Dakar que foi muito difícil. 
Eu também tive a ajuda de uma ótima equipe e de uma excelente motocicleta. 
Também gostaria de parabenizar a organização que montou um autêntico Dakar."
Laia Sanz

Laia Sanz não pára de nos impressionar
© FLAVIEN DUHAMEL / RED BULL CONTENT POOL

Classificação geral - Motocicletas - Etapa 14
1. K. Benavides (Honda) 01:26:41
2. T. Price (KTM) às 00:00:54
3. A. Meo (KTM) às 00:02:49
8. M. Walkner (KTM) às 00:05:38
11. L. Sanz (KTM) para 00:11:03

Quadriciclos

Foram poucas as surpresas na categoria de quadriciclos. Ignacio Casale (Yamaha) venceu a etapa e o campeonato Rally Dakar 2018! O piloto chileno se manteve inalcançável desde o começo, angariando nada mais nada menos do que cinco vitórias em etapas. Casale levou para casa sua segunda vitória no Dakar, depois daquela de 2014. Hoje, ele se une a Nelson Augusto Sanabria Galeano (Yamaha) e Nicolás Cavigliasso (Yamaha), da Argentina. A colocação final da categoria quadriciclo ficou: Ignacio Casale, Nicolás Cavigliasso e Jeremías González (todos da Yamaha).

Menção mais do que honrosa ao 4º colocado, o brasileiro Marcelo Medeiros, que lutou com unhas e dentes por um lugar no pódio, completando esta enorme jornada em 58 h 17m e 04s.

Ignacio Casale liderou o Dakar 2018 desde o 1º estágio
© MARCELO MARAGNI / RED BULL CONTENT POOL

"A corrida foi muito dura. Você tinha que pilotar com inteligência. 
Tudo foi bem para mim porque eu estava muito bem preparado. 
É uma emoção maravilhosa, porque é o resultado de muito trabalho e muito sacrifício. 
Eu nunca deixei de batalhar, batalhar e batalhar. Vencer este Dakar foi algo que me demandou muito, especialmente depois de quatro anos: passei por acidentes e problemas mecânicos, 
mas nós conseguimos. É completamente insano".
Ignacio Casale

Classificação geral - Motos - Etapa 14
I. Casale (Yamaha) 01:43:25
N. Sanabria (Yamaha) para 00:01:21
N. Cavigliasso (Yamaha) para 00:01:36

Caminhões

Eduard Nikolaev levou para casa mais um título, após conquistar o Dakar no ano passado com a excelente equipe Kamaz. Trata-se de sua terceira vitória, a 14ª para a equipe. A vitória desta etapa ficou por conta do holandês Ton van Genugten (Iveco), um recorde pessoal de quatro vitórias em etapas. Logo atrás, Martin Macik (Liaz) da República Tcheca cruzou a linha de chegada, com Dmitry Sotnikov (Kamaz) em terceiro. Na classificação geral final, o pódio foi composto por Eduard Nikolaev, Shiarhei Viazovich (Maz) e Ayrat Mardeev (Kamaz).

Não foi uma vitória fácil para Eduard Nikolaev
© MARCELO MARAGNI / RED BULL CONTENT POOL

Classificação geral - Caminhões - Etapa 14
T. Van Genugten (Iveco) 01:39:47
M. Macik (Liaz) às 00:00:11
D. Sotnikov (Kamaz) às 00: 03.35